O clima no Supremo Tribunal Federal (STF) está mais tenso que reunião de família no Natal. Todas as informações solicitadas pelo presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, sobre a crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser entregues até o dia 21 de setembro, conforme anunciado nesta terça-feira (8).
Esses dados não são apenas papel em branco; eles podem influenciar as próximas decisões de Fachin e, pasmem, chegam justamente às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial. Uma ala do Supremo, composta por ministros que são mais amigos de Moraes do que de Mendonça, está sugerindo que a discussão sobre a abertura de uma investigação contra eles seja deixada para depois das eleições. Afinal, quem precisa de mais confusão política em um período já agitado?
Nos bastidores, esses ministros, que preferem não aparecer em público (porque, convenhamos, quem quer ser o foco da imprensa?), comentam que as manifestações do dia 7 de setembro, que trouxeram críticas a Moraes e apoio a Mendonça, só aumentam a tensão eleitoral em torno do caso. Parece que essa briga está mais parecendo um reality show do que uma disputa judicial!
Os ministros também alegam que os casos de Moraes e Mendonça devem ser tratados em conjunto. Enquanto isso, os auxiliares de Fachin revelam que ele ainda não decidiu o que fazer, mas que as questões envolvendo Moraes, que é vice-presidente da Corte, são graves e não podem ser ignoradas. Para Fachin, ignorar as suspeitas lançadas é como colocar um elefante na sala e fingir que ele não está lá.
Fachin, sempre com seu estilo metódico, abriu dois prazos: o primeiro para o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens de Daniel Vorcaro para Moraes, onde Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e o diretor afastado da PF, Andrei Rodrigues, devem se manifestar até o dia 14 de setembro.
O presidente do STF questionou se foram observadas as regras para a apuração de pessoas com foro privilegiado e se houve algum vazamento de informações do relatório sigiloso da PF. O que, convenhamos, é sempre uma boa pergunta quando se trata de política brasileira.
Além disso, Moraes indicou que o material revela possíveis irregularidades por parte de Mendonça, incluindo improbidade administrativa e favorecimento a grupos políticos. A PGR terá que se manifestar sobre a legalidade desse material, e Mendonça terá até o dia 21 de setembro para apresentar suas informações, se quiser.
Caso essa novela continue, podemos esperar mais episódios de reviravoltas e dramas políticos. Mas, por enquanto, a investigação vai ter que esperar o término das eleições – uma pausa que, com certeza, não vai passar despercebida.
Fonte: G1

