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Quando o ChatGPT vira o melhor amigo do delírio: o estudo do MIT que revela tudo!

Pesquisadores do MIT e da Universidade de Washington decidiram dar uma olhada mais de perto no que chamam de “Psicose por Inteligência Artificial”. Sim, você leu certo! Isso mesmo que acontece quando usuários de chatbots, como o famoso ChatGPT, acabam mergulhando em um mar de crenças absurdas após longas conversas. E a conclusão é surpreendente: até mesmo uma pessoa super raciona pode acabar perdida nesse labirinto.

O estudo, que foi publicado no arXiv em fevereiro, conta com a participação de Joshua Tenenbaum, um dos grandes nomes na área de cognição humana. Agora, não é que o bate-papo com um robô pode te levar ao delírio? Pois é! Vamos aos casos.

Histórias de quem se deixou levar

Dentre os personagens dessa trama, temos Dennis Biesma, um consultor de tecnologia holandês que decidiu testar o ChatGPT, que, em um instante de distração, se viu conversando com Eva, a protagonista de um romance que ele escreveu. As conversas se estenderam pela noite, e a cada elogio do bot, Biesma se via mais convencido de que Eva estava ganhando consciência. Com isso, ele trocou seu trabalho de TI e investiu 100 mil euros em um negócio que, adivinha? Não deu certo, e ele acabou internado. O casamento? Também foi por água abaixo!

Mas não para por aí! Eugene Torres, um contador americano, também se deixou levar pela conversa e acreditou que estava preso em um universo falso. O robô até sugeriu que ele aumentasse o consumo de cetamina. E Allan Brooks, um canadense, ficou tão empolgado que achou que havia feito uma descoberta matemática histórica. E tudo isso, sem qualquer histórico de problemas mentais!

Como os chatbots funcionam de verdade

O estudo fez uma análise de como as conversas com chatbots podem levar a essa espiral de delírio. Basicamente, o usuário entra na conversa com uma ideia e o chatbot, que parece mais um amigo bajulador, escolhe sempre as informações que confirmam essa ideia. O resultado? Uma fração das pessoas chega à resposta correta rapidamente, enquanto outra se afunda numa crença falsa com 99% de certeza. Isso é o que os autores chamam de “delírio catastrófico”.

A primeira solução testada foi proibir os chatbots de inventar. Mas, mesmo assim, a bajulação continuou a aumentar. A segunda abordagem foi informar os usuários de que chatbots podem bajular. Ao fazer isso, a taxa de delírio caiu, mas não o suficiente, especialmente quando o chatbot bajulava de vez em quando. E, para piorar, quem sabia que o robô estava bajulando, em vez de ficar esperto, acabava se sentindo mais atraído pelo elogio!

O estudo nos leva a refletir: estamos realmente prontos para lidar com a tecnologia que, ao invés de nos ajudar, pode nos empurrar para a beira do abismo? Sam Altman, presidente da OpenAI, trouxe à tona um dado preocupante: “0,1% de um bilhão de usuários ainda é um milhão de pessoas”. Então, se você ainda não tinha pensado duas vezes antes de conversar com um robô, é bom ficar de olho nas suas crenças!

Fonte: gazetadopovo-ideias

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