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Peixe-boi Victor Maracá: do centro de triagem ao sonho de liberdade!

Depois de uma década de carinho e cuidados, Victor Maracá, o peixe-boi que se tornou uma celebridade em Macapá, está prestes a dar adeus à sua piscina de 44 mil litros. Resgatado em 2013, quando ainda era um filhotinho, ele trocou os rios amazônicos por um lar temporário no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama. Agora, é hora de um novo capítulo: a volta à natureza!

Junto com a fêmea Perpétua, Victor seguirá para o Recinto Omar de Aclimatação, localizado no arquipélago do Marajó, no Pará. E não pense que vão sozinhos: eles se juntarão à peixe-boi Adria, formando um trio que promete dar o que falar! Este grupo passará por um processo de readaptação à vida selvagem, para garantir que estejam prontos para encarar o mundo de volta.

A transferência faz parte do Programa Estadual de Conservação de Peixes-boi no Pará e envolve uma verdadeira força-tarefa de 54 profissionais de instituições ambientais do Amapá e Pará. É como se fosse uma operação de resgate de super-heróis do meio ambiente!

Essa não é a primeira vez que Victor tenta voltar para casa. Em 2019, ele foi transferido para um recinto de aclimatação na Terra Indígena Uaçá, mas a pandemia decidiu atrapalhar os planos e ele teve que voltar para Macapá. É como se ele tivesse feito uma viagem de ida e volta ao shopping, mas sem comprar nada!

Atualmente, Victor está robusto, medindo 2,51 metros e pesando 319 quilos, e é um híbrido entre o peixe-boi-marinho e o peixe-boi-da-Amazônia. Enquanto isso, Perpétua, que chegou à fundação em 2020, tem 2,06 metros e 124 quilos, e é mais arisca, reagindo ao aproximar de pessoas. Ela prefere alface-d’água e adora nadar em círculos, como se estivesse dando uma volta no parque aquático!

Nos dias que antecedem a viagem, Perpétua será transferida para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, onde se encontrará com Victor novamente. No dia da transferência, a movimentação será intensa: cerca de 20 profissionais estarão encarregados de retirar e transportar os peixes-boi até o porto da Marinha em Santana. E não se preocupe, eles viajarão em vans climatizadas, deitados em colchões úmidos para não perder o glamour!

A travessia será feita em piscinas de fibra, e a equipe de 18 profissionais ficará de olho na saúde e no comportamento dos dois durante as 30 a 40 horas de viagem. Eles não vão ficar sozinhos nem por um minuto!

Ao chegarem no Recinto Omar, Victor e Perpétua passarão por um monitoramento intensivo de 72 horas e, depois, continuarão sob os cuidados do Instituto Bicho D’água. A soltura definitiva? Essa ainda não tem data marcada, mas os bichanos só voltarão à liberdade quando tudo estiver nos conformes. O sonho de liberdade está mais perto do que nunca!

Fonte: G1

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