A Apex Partners, famosa por fazer investimentos e por agora estar em águas turbulentas, decidiu que era hora de dar um passo ousado: entrou com um pedido de recuperação judicial na Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória. Isso aconteceu na noite desta segunda-feira (14), bem na hora em que o relógio estava prestes a marcar o fim do prazo estipulado pelo juiz Marcos Pereira Sanches. O que poderia ser uma noite de festa se tornou uma corrida contra o tempo!
A empresa, que até agosto contava com quase 8 mil investidores e administrava mais de R$ 17 bilhões, se viu em uma situação complicada após uma investigação interna revelar que suas finanças estavam mais bagunçadas que a gaveta de um escritório em dia de mudança. Com uma dívida de R$ 985,6 milhões, a Apex está tentando se reerguer e proteger os interesses de seus investidores e credores.
Em nota, a Apex declarou que o pedido de recuperação judicial foi apresentado para criar condições de uma reestruturação organizada. Eles garantem que continuam operando e preservando projetos, como se estivessem tentando manter um barco à tona em meio a uma tempestade. “Apex Partners reforça seu compromisso com a verdade, a transparência e o respeito aos seus investidores, colaboradores, parceiros e credores”, disse a empresa, com um tom que soou como uma tentativa de manter a confiança na maré alta de incertezas.
Entenda a Crise
A situação da Apex não é para os fracos de coração. Após uma investigação interna, a empresa entrou em crise quando foram descobertas inconsistências financeiras que deixariam até um contador experiente de cabelo em pé. Os fundadores Fernando Cinelli e Eduardo Siqueira foram afastados, e a empresa solicitou uma “blindagem” temporária de 60 dias enquanto uma auditoria externa tentava desvendar o mistério das finanças.
Infelizmente, até agora, apenas 23 das 177 empresas que compõem o grupo Apex foram analisadas. Um verdadeiro quebra-cabeça, onde a falta de documentos é o principal vilão da história!
O que é Recuperação Judicial?
Para quem não está familiarizado com o jargão jurídico, a recuperação judicial é como um super-herói para empresas em apuros. Ela permite que uma companhia endividada continue operando enquanto negocia suas dívidas sob a supervisão da Justiça. É uma oportunidade de recomeço, onde as dívidas ficam congeladas por 180 dias, como se estivessem em um estado de animação suspensa.
Esse mecanismo foi instituído em 2005 e é uma verdadeira mudança de jogo, já que exige que a empresa apresente um plano de reestruturação aprovado pelos credores. Uma tarefa que, neste caso, parece estar mais desafiadora do que um jogo de xadrez com um mestre!
Fonte: G1

